Vivemos em uma época em que quase tudo está ao nosso alcance. Temos acesso à informação, conhecimento, tecnologia e inúmeras possibilidades de escolha. Ainda assim, muitas pessoas continuam sem direção, sentindo-se tomadas por um vazio existencial que não conseguem nomear, sem saber dar significado às emoções que estão sentindo.
Ou seguem vivendo dentro de uma inércia, ou agem pela impulsividade, mudando de trabalho, de cidade, de relacionamento… mas a sensação de estar perdido, sem direção, continua presente.
Talvez isso aconteça porque passamos boa parte do nosso tempo olhando para o mundo externo, esquecendo de olhar para nós mesmos. Nos distraímos com tantas coisas que esquecemos quem realmente somos. Estamos no meio de um mundo de distrações, e o autoconhecimento pode ser a ponte de acesso ao seu verdadeiro eu — e a forma de atravessá-la de maneira saudável.
Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar.
Antonio Machado, poeta espanholA travessia sobre a ponte
Imagine uma ponte antiga ligando duas margens de um rio. Deste lado está tudo aquilo que você aprendeu sobre si mesmo: os papéis que assumiu, os gostos e os ideais, as expectativas que recebeu, os medos que desenvolveu, as histórias que contou como verdades e as vivências que trouxe como experiências. Do outro lado do rio, existe algo muito diferente — não é uma nova pessoa… é quem você sempre foi, antes das camadas que a vida foi colocando sobre você.
Fazendo uma analogia com "a ponte", este é um exemplo maravilhoso para simbolizar a travessia de um rio que surge ao longo do caminho da existência atual. Muitas vezes, precisamos atravessar várias pontes ao longo da vida.
E, aqui, não é diferente quando vejo pessoas que procuram, na Numerologia, o mapa da vida porque estão vivendo desconectadas do seu verdadeiro eu, da sua essência.
Como vamos construindo uma identidade
Ninguém nasce sabendo quem é. Ao longo da vida vamos construindo uma identidade, uma personalidade para atuar no mundo. Essa identidade é necessária, pois faz parte da condição de ser humano.
Quando nascemos, recebemos um nome e, com ele, uma herança familiar. Pois chegamos naquela determinada família, com ela herdamos uma história, uma cultura, e vamos acumulando em nosso inconsciente várias crenças e padrões que vão nos moldando, nos dando forma de pensar, sentir e agir na vida.
Vamos crescendo e descobrindo o mundo que nos rodeia. Nesse momento da vida, crescemos aprendendo a olhar mais para fora de nós mesmos. Nos encantamos com o mundo ao redor, criamos expectativas, buscamos aprovação e acabamos nos revestindo de várias camadas da nossa personalidade — e esquecemos o eu verdadeiro que existe em nós.
A data de nascimento vem validar a sua chegada à vida, neste mundo terrestre. Já no primeiro respiro, recebemos um papel muito importante: o papel de filho ou filha. E, a partir daí, vários papéis sucessivos vão fazendo parte da nossa trajetória, como estudante, profissional, pai ou mãe, avô ou avó… são muitos.
Com essa complexidade de papéis que vamos adquirindo, está a representação dada pela nossa própria identidade. Mas deixo claro que a nossa identidade se faz necessária na condição humana. Ela é necessária para a constituição da nossa personalidade e para a constituição do núcleo familiar ao qual pertencemos. Porém, ao longo da vida, vamos nos revestindo de uma identidade personificada, construída para transitar e viver no mundo que habitamos.
Está tudo certo, tudo faz parte da própria história. Até que um dia precisamos atravessar a ponte do autoconhecimento.
O primeiro passo é o que a ponte pede
Há quem viva a vida inteira sem perceber essa ponte ou, até mesmo, fugindo dessa travessia por medo, conflitos internos, padrões repetitivos, crenças limitantes, automatismos, resistência, vazio existencial, busca constante por respostas que façam sentido para si mesmo… Desviam o caminho e andam às voltas com atitudes e comportamentos imaturos, infantis, impulsivos, trazendo dor e sofrimento para si e para os outros ao redor.
A ponte pede coragem, determinação, escolha, atitude para dar o primeiro passo sobre ela. Esta é uma atitude que pode revelar algo muito bonito e belo sobre si mesmo.
Esse passo pede consciência, maturidade e responsabilidade para olhar para si mesmo, através da identidade que adquiriu e vem construindo. Isso é um desafio.
Os desafios fazem parte da vida, e com eles aprendemos que somos capazes de dar o próximo passo — caminhar sobre a ponte, transformando a forma como respondemos a eles.
Isso resume bem o que é desenvolvimento humano. Quanto mais nos desenvolvemos, mais buscamos perceber quem realmente somos, o que há escondido por trás dos vários papéis que exercemos. E a Numerologia ajuda nessa descoberta da sua verdadeira identidade, pelos números que são símbolos reveladores da sua natureza física, mental, emocional e espiritual.
Uma travessia sem caminho de volta
A travessia é uma autodescoberta e não existe caminho de volta. A sua direção só nos leva para frente, e retroceder não é possível — nem se faz necessário —, porque depois que você se descobre, não dá para ser mais aquela versão criada ao longo da vida. A partir daí, você consegue ser a sua melhor versão e ser cocriador da sua própria história, conhecendo o seu verdadeiro eu.
O papel do Mapa Numerológico
A Numerologia revelará, por meio de uma linguagem simbólica, aspectos profundos e determinantes da identidade humana.
O nome completo e a data de nascimento representam mais que uma assinatura única: compreendem os números que compõem a identidade de uma pessoa, avançando na compreensão de uma estrutura composta por talentos, potenciais, padrões emocionais, desafios, grau de maturidade e ciclos da vida que estão em desenvolvimento.
O Mapa Numerológico não faz a travessia por você. Mas pode iluminar o caminho para que cada um caminhe com mais consciência e com mais assertividade nas suas escolhas.
Autoconhecimento não é um estado final, é a condição dessa travessia. É um processo contínuo de observação e transformação de si mesmo.
Quanto mais uma pessoa desenvolve autoconhecimento, mais compreende seus próprios padrões, mais liberdade tem para agir com intenção, mais percebe sua ligação com os outros…
Não acredite no que estou falando. Acredite no que você está descobrindo.
Dr. Sérgio Felipe de OliveiraEssa frase traduz exatamente o que venho explicando: ninguém pode viver a sua experiência por você. Meu trabalho com a Numerologia não é convencer, é oferecer instrumentos para que você descubra, por si mesmo, o autoconhecimento.
Assim, o autoconhecimento não é apenas olhar para dentro de si. É um caminho para uma vida mais consciente e responsável dentro do todo, com liberdade pessoal e maturidade emocional.
Nenhuma ferramenta de autoconhecimento pode viver a sua vida por você, nem decidir a sua vida em seu lugar.
O autoconhecimento não retira sua liberdade — ele devolve e fortalece a sua caminhada na vida.
Porque, quando existe consciência, a ponte continua existindo. Todos os dias, ela nos convida a atravessar um pouco mais.
O autoconhecimento não nos transforma em pessoas diferentes. Ele nos aproxima daquilo que sempre esteve presente, esperando apenas ser reconhecido.
Esse é o convite que faço para fazer a travessia da ponte do autoconhecimento. E esse é o caminho que escolhi percorrer ao lado de cada consulente.
Redescubra-se.
Sua presença transforma.
